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domingo, 14 de outubro de 2012


A casa da colina

Eu nunca vou me esquecer daquela noite, aquela bendita noite em que eu resolvi provar a todos que era corajosa e ir com eles a “aquela casa”, deveria ter ficado com fama de covarde mesmo, seria melhor do que ter lembranças daquilo. Era meia noite e eu escutei alguém chamar na janela do meu quarto, estava sozinha em casa, minha mãe estava de plantão no trabalho, desci, tranquei a porta e fui com meus amigos a uma velha casa abandonada, haviam boatos sobre aquela casa, confesso que estava morrendo de medo, mas a pressão deles me chamando de covarde falou mais alto e eu acabei indo junto a aquele lugar, de longe já dava pra avistar a casa, quando chegando ao pé do morro onde a mesma se encontrava, começaram os calafrios, que só aumentavam conforme íamos nos aproximando, senti vontade de dar meia volta e ir pra casa, mas a curiosidade superou o medo naquele momento, mas só naquele. Quando chegamos no portão da casa, estava trancado com um cadeado e havia uma placa de afaste-se, ignoramos a mesma e tentamos abrir o portão, não conseguimos então resolvemos pular o muro, já estávamos todos do lado de dentro do portão quando começamos a ir em direção a casa, eu era a última, de repente escutei algo sussurrar ao meu ouvido, não entendi o que era mas gritei perguntando se mais alguém havia escutado algo? disseram-me que não, continuei andando e imaginei ser algo fruto do medo que eu estava sentindo, mas logo vim a escutar novamente, dizia-me pra ir embora, chamei a todos e falei sobre aquela voz e o que ela me dissera, ele riram e falaram que era só desculpa por eu estar com medo e que se quisesse ir embora que fosse sozinha, resolvi sentar na varanda da casa e esperar por eles ali, não queria voltar pra casa sozinha e nem entrar naquele lugar, sentei, eles entraram, passaram-se mais ou menos 10 minutos e eu escutei gritos, vinham de la de dentro, e pareciam gritos de agonia, entrei correndo, num impulso de adrenalina esqueci o medo, felizmente assim que entrei os encontrei, mas estava faltando um, uma pra ser pra exata, quando olho pro corredor vejo Lauren sendo puxada pelas pernas por algo que eu não consegui identificar o que era, só via como se fosse um vulto preto, ela lutava para se soltar, eu gritei perguntando se ninguém a iria ajudar, todo recuaram na mesma hora, eu tentei segurar sua mão, mas já era tarde de mais, o que é que a havia puxado tinha conseguido leva-la, saímos correndo daquela casa, jurei pra mim mesma nunca mais voltar a aquele lugar, pulamos o muro de volta, olhei pra janela de cima da casa desejando ver minha amiga viva ainda, porem tudo que vi foi uma mulher de cabelos negros sorrindo pra mim, ela se afastou da janela escutei mais gritos, porem não eram mais de Lauren, pareciam de varias pessoas ao mesmo tempo, comecei a correr e logo os alcancei, chegando em casa resolvi procurar mais sobre aquela casa, descobri que la morou uma família, um assassino entrou e matou o pai, e os filhos, a mãe chegou depois do trabalho, não conformada com o que havia acontecido se matou, e todos que entram naquele lugar ou não saem ou acabam ficando loucos, logo entendi porque ficando loucos, quando desliguei o computador e me virei para deitar na cama, na mesma estava sentada a mulher de cabelos pretos que eu vira na janela da casa, por sorte minha mãe chegara na mesma hora, desci as escadas chorando e correndo, contei pra ela o que havia visto sentada na minha cama, ela subiu comigo, olhou e me disse que não havia nada ali, porem quando eu olhei, la estava ela, ainda me olhando e sorrindo pra mim.

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